sexta-feira, 31 de março de 2017

Vida: Modo de Usar (3)

Cornet-trompe in D, Alphonse Sax, ca. 1862.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Provas #2

Não releio os livros depois de impressos. São um pouco repugnantes estes vestígios que deixamos.
Simone de Beauvoir numa entrevista, em 1957.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Ao cair da tarde

Tod Papageorge, Central Park, New York, 1981.

Provas #1

[...] só releio os meus livros quando sou obrigado [...]: é quase tão duro como reler cartas velhas. É desse modo que a morte deixa de ser abstracta, que a tocamos como uma coisa: um punhado de cinzas, de poeira...
François Mauriac numa entrevista, em 1957.

terça-feira, 28 de março de 2017

Lullaby

[...] gostaria de acabar a minha vida não na violência, nem na cólera, mas em paz. Gosto da prece que Santa Gertrudes, já muito velha, dirigia ao «amor da noite da sua vida». Dizia-lhe: «Fazei que adormeça em vós de um sono tranquilo.»
François Mauriac numa entrevista, em 1957.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Cicatriz

As trincheiras da Batalha do Somme. A cicatriz, tão verdinha e vista cem anos e não sei quantos metros de cima, é bonita e custa a crer que alguma vez tenha doído. Fot. de Michael St. Maur Sheil.

Dia Mundial do Teatro

O teatro está em perda, sim. Como a política, o jornalismo e o tempo para uma boa conversa. O "facebookismo" dominante é a negação do espírito de cidade — estarmos juntos numa sala de espetáculos, numa praça ou num parlamento, e não fechados nos nossos ecrãs a ouvir só os que pensam como nós e a odiar todos os outros. O chamado mundo da "pós-verdade" não suporta a "mais-que-verdade" da ficção. A imaginação, que busca o coração das coisas e faz as perguntas difíceis. Por isso, o teatro é ainda mais urgente hoje. Como forma de resistência, de sonho, de questionamento. E também, já agora, para não desaprendermos isso de estar junto.
Jacinto Lucas Pires, aqui.

domingo, 26 de março de 2017

Domingo no mundo (3)

Come over the hills and far with me, 
     And be my love in the rain. 
Robert Frost, A Line-Storm Song.

sexta-feira, 24 de março de 2017

A História

[...] sintetizada numa curta frase [...] de Carlo Levi: «o futuro tem coração antigo».
Álvaro Siza, 01 Textos.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Dos papelinhos nas janelas

"... segundo os costumes, os arrendatários que desejassem deixar as casas deveriam colocar uns escritos nas janelas, indicação que todos reconheciam, pelo menos em Lisboa, de que aquela casa iria vagar ou já se encontrava vaga. Era, por isso, usual passear pelas ruas de Lisboa e encontrar janelas com quadrados de papel branco nas janelas – identificação instantânea de casa para alugar."
Artigo completo aqui.

Tous les matins du monde sont sans retour #2

Tornou-se um cliché este tipo de fotografias. Mas é-me irresistível olhar para elas como para um abismo a seguir aos pés (a vertigem é um vício).

quarta-feira, 22 de março de 2017

Guardar inteira a vontade do desarrumo para o jogo do adversário

There’s the great care Roger Federer takes to hang the sport coat over his spare courtside chair’s back, just so, to keep it from wrinkling — he’s done this before each match here, and something about it seems childlike and weirdly sweet. (David Foster Wallace, Roger Federer as Religious Experience.)