domingo, 12 de novembro de 2017

Domingo no mundo (34)

Cuno Amiet, Blütenzeit, 1926.

sábado, 11 de novembro de 2017

Then you're hooked.

As a consultant to Silicon Valley startups, Eyal helps his clients mimic what he calls the ‘narcotic-like properties’ of sites such as Facebook and Pinterest. His goal, Eyal told Business Insider, is to get users ‘continuing through the same basic cycle. Forever and ever.’ In Hooked, he sets out to answer a simple question: ‘How is it that these companies, producing little more than bits of code displayed on a screen, can seemingly control users’ minds?’ 
The answer, he argues, is a simple four-step design model. Think of Facebook’s news feed. The first two steps are straightforward – you encounter a trigger (whatever prompts you to scroll down on the feed) and an opportunity for action (you actually scroll down). Critically, the outcome of this action shouldn’t be predictable – instead, it should offer a variable reward, such that the user is never quite sure what she’s going to get. On Facebook, that might be a rewarding cat video, or an obnoxious post from an acquaintance. 
Finally, according to Eyal, the process should give you a chance to make some kind of investment – clicking the Like button, for example, or leaving a comment. The investment should gradually ramp up, until the user feels more and more invested in the cycle of trigger, action and reward.
 Michael Schulson, User behaviour.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Solar

Henry Diltz: Joni Mitchell em Laurel Canyon, Califórnia, 1970.

Uma vida eterna

"Uma vida eterna talvez fosse suficiente para resolver o fogo, as brasas e as cinzas da efemeridade terrena. Ou talvez não. Talvez nos fôssemos envolvendo em novos fogos ao longo da eternidade. Quão eterna pode ser a eternidade? E duas eternidades?!" Ri-me com os meus botões. "Duas eternidades!" Deixei escapar uma curta gargalhada. Continuava especulando sozinha, evadindo-me comigo, com as minhas conversas. "O meu cérebro não para. Máquina maldita! Para, Maria Luísa, para! Vive isto, agora. Vive só isto. Mais nada." E obrigo-me a respirar. A focar-me nos sentidos e só neles. As flores e o seu odor. A luz ainda mansa que não me fere os olhos.
Isabela Figueiredo, A Gorda.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O amor

Havia momentos em que o papá ficava a olhar para a mamã e se ria da sua cara sempre composta e séria.
"Qual é a graça?", perguntava ela.
O papá não respondia e continuava a rir.
"Parece que és parvo."
Ele levantava-se, abraçava-a e dava-lhe um beijo com força.
O amor talvez seja ficarmos a rir olhando para o rosto da pessoa amada, não nos importarmos que ela nos chame de parvos, depois levantarmo-nos, abraçá-la e beijá-la. E mais nada.
 Isabela Figueiredo, A Gorda.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A compreensão é um castigo

Houve uma altura, quando a prisão que a minha vida constituía se tornou demasiado clara e crua, em que comecei a ver cada vez pior. À medida que aumentava a minha visão interior, piorava a exterior. A oftalmologista teve de me aumentar as dioptrias afirmando ser coisa incompreensível, porque a miopia tinha tendência a estabilizar na adultícia, não existindo outras doenças, mas em mim cavalgava sem razão. Acordava com dificuldade e escrevia para me aguentar, dia após dia, mesmo que nada tivesse a dizer. Escrevia "estou só aqui à espera". A compreensão é um castigo. Nunca mais se consegue ignorar a jaula nem o jugo.
Isabela Figueiredo, A Gorda.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O caminho das árvores

Gustave Caillebotte, Yerres, 1871-1878.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Jean Pierre, faire attention, tu va tomber!

The idea of the attention economy is not new. “What information consumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients,” Herbert Simon, a noted economist, wrote in 1971. A “wealth of information,” he added, “creates a poverty of attention.”
[...]
Interface designers, app-makers and social-media firms employ armies of designers to keep people coming back, according to Tristan Harris, another ex-Googler and co-founder of an advocacy group called “Time Well Spent”. Notifications signalling new followers or new e-mails beg to be tapped on. The now ubiquitous “pull-to-refresh” feature, which lets users check for new content, has turned smartphones into slot machines.
[...]
The population of America farts about 3m times a minute. It likes things on Facebook about 4m times a minute.
How the world was trolled — na Economist desta semana.

domingo, 5 de novembro de 2017

Domingo no mundo (33)

Paul Gaugin, Bonjour, Monsieur Gaugin, 1889.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

A lâmina

A senhora Sen trouxera a lâmina da Índia, onde, aparentemente, havia pelo menos uma em cada lar. "Sempre que haja um casamento na família", disse ela a Eliot, "ou uma grande festa para celebrar qualquer ocasião, a minha mãe manda recado pela noitinha a todas as mulheres da vizinhança para que tragam lâminas como esta; depois, elas sentam-se em círculo, um círculo de um diâmetro imenso, no terraço da nossa casa, e durante toda a noite, rindo e contando mil e uma coscuvilhices, acabam por cortar mais de cinquenta quilos de vegetais." O perfil dela pairava protectoramente sobre o trabalho, uma miscelânea colorida de pepino, beringela, e casca de cebola rodeava-a. "Era impossível poder dormir nessas noites, por causa do barulho de tantas vozes."
Jhumpa Lahiri, intérprete de enfermidades

domingo, 29 de outubro de 2017

Great Expectations

[...] the answers would probably never be as interesting, or as meaningful, as the fictions we create in their absence.

Domingo no mundo (32)

Vincent Van Gogh, The flowering orchad, 1888.